terça-feira, 10 de abril de 2007

Amigos são para sempre!

Correr descalço pelas ruas, jogar bola-de-gude no chão de terra batida ou aquela pelada no campinho do bairro. Sempre, em todas as brincadeiras citadas, tem ao lado aquele cara que cresceu com você e que, muito provavelmente, está junto até hoje nas baladas do fim de semana. Não há dúvidas sobre quem ele é: seu amigo!
Não importam quantos deles você terá no futuro – e aqui fica uma verdade – só aquele que vem lá do passado vai realmente mostrar-se amigo para sempre. Os outros são colegas em sua maioria. Se existe diferença entre colegas e amigos? Os primeiros estarão em todos os momentos divertidos... Ganham folga quando o bicho pega! Aí entra em cena aquele pessoal que vem das raízes.
Das raízes, geralmente, vêm também seus valores, os quais você vai prezar bastante em seus atos vida afora. Você vai criar família e estes valores estarão estampados nas suas mini-cópias: as raízes vão passando de pai para filho, de geração em geração.
Mas não esqueça que, além dos valores, as amizades também devem ser preservadas. Ensinar a seus pequenos a importância da amizade é fundamental para que cresçam felizes. No pacote de valores de suas raízes também deve ser incluído esse bem que é tão importante: amigos!
Quando seus filhos nasceram, acertadamente, seus amigos ligaram para dar os parabéns... Ah, claro, estavam na primeira fila do seu casamento, nas bodas e em todos os aniversários e festas que você participou.
Olhar os velhinhos na praça, com seus amigos de longa data sorrindo e aproveitando a aposentadoria é algo realmente raro... Mas possível! Lembre-se: você também vai envelhecer e vai querer do seu lado aqueles amigos de antes.
Neste dia, não culpe seus filhos pela distância, eles estarão cativando o futuro, para não ficar sozinho como os pais... Infelizmente aprenderam com o exemplo solitário, talvez tenha faltado ensiná-los aqueles valores das raízes, mas agora é tarde.
Mas também na velhice, pode ocorrer a mesma distância, só que com satisfação, de saber que os filhos aprenderam o real poder da palavra amizade, e que você, nesta idade, ainda está curtindo todo o lado bom de ter amigos de verdade!
E quando você se for, eles ainda vão estar lá, no funeral, reunidos e sorrindo dos bons momentos... Lá do outro lado você não estará sozinho, nada disso! São eles que vêm correndo como antes, para dar as boas vindas! Amigos são para sempre.

Paulo Sampaio

domingo, 11 de março de 2007

A era da loucura chegou!

Gente! Preciso escrever rápido, não quero perder a comemoração pelos 50 anos de Osama Bin Laden... Só não sei direito onde será a festinha, já que no Afeganistão procuraram por todos os lados e não encontraram o cinquentão! Pior é se ele estiver morto, aí o jeito vai ser mandar rezar uma missa... De qualquer forma já comprei minha passagem para curtir a balada preparada pelo Talibã para o aniversário do Bin!
Sei que a coisa por lá é modesta, mas aprendi com a Ana Paula Souza – aquela chefe de quadrilha de classe média – que não há vergonha em comer quentinha e dormir em lugares desconfortáveis, como o chão da cela que ela ocupa na cadeia pública feminina de Indaiatuba – Sem choro nem nada, bem durona!
Não pretendo demorar por aquelas bandas, quero voltar a tempo de ver a grande muralha de aço que o governo Lula vai erguer para nos separar do Paraguai... Será mais um ponto turístico com certeza! Já até vejo os cartões postais com fotos angulares que mostrarão bem a extensão da nova maravilha.
Pena mesmo foi ter perdido a passeata que refez o trajeto da morte do menino Joãozinho... Olha, acredite, eu curto bastante ver tanta gente triste que perdeu entes queridos fazendo protestos que no fim não vão dar em nada! Não dar em nada? Isso lembra pizza... Humm, ótimo para matar a fome depois dessa caminhada toda!
Mas enquanto preparo as malas posso me divertir vendo o noticiário... Você já viu como o Chávez imita bem o Bush? Esse por sinal está causando o maior rebuliço aqui na América Latina! Um hóspede do barulho, isso é fato!
Tanta loucura que não sei mais em que planeta vivo... Será Plutão? Não... Este nem mais é planeta, pode isso? É, preciso ir para o Novo México, lá pelo menos Plutão ainda é o bom e velho planeta mais distante do sistema solar! Acha um absurdo? Mas é o mais perto do normal que eu poderia chegar nestes tempos de doideiras...
A Idade Contemporânea se foi, estamos agora na Idade da Loucura total... Uma época em que tudo é válido! Homem pode casar com homem e ainda tem direito a pensão, por que não? Acha pouco? Tem mais: se eles quiserem podem até adotar seu próprio filho! Em breve vão conseguir até gerar um! Quem sabe? O mundo está mesmo mudado!
Mas confesso, de olhar até que é divertido! Pena que nosso papo já tenha que terminar, pois não quero perder o vôo para o Afeganistão, porque aquela balada do Talibã vai ser de arromba! Eu volto logo, prometo... Não quero perder as novas loucuras que vão surgir!

Paulo Sampaio

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Um Joãozinho a mais para a conta!

Há quantas será que anda essa dívida? Porque ela, com certeza, deve existir... Afinal, este débito, que gente do bem paga por conta dos erros e da falta de segurança pública que o governo do Rio – de olhos vendados – deixa passar impune, é alto demais. Tão alto que já estamos pagando com nossos joãozinhos. Quantos meninos e meninas mais serão necessários para sanar a dívida? E por que esta dívida?
Não bastassem as toneladas de impostos que pagamos – que o monstro da corrupção devora sem pena – agora até nossas crianças são moedas de barganha. Sim, digo isso porque é pagando este preço, a morte delas, que o governo acorda momentaneamente para os problemas da cidade. É preciso uma tragédia de grande porto e comoção, como arrastar joõeszinhos por quilômetros afora, para o país colocar a questão da segurança novamente em pauta.
Mas não basta mais pôr em discussão este batido tema, já precisamos de muito mais ação, reação... Não apenas a indignação, não apenas sair às ruas em passeatas de paz e declarações de ternura com o caso na imprensa. O episódio do João entrou até mesmo na novela das oito! Marketing da tragédia alheia?
É, temos uma dívida... Não sabemos dizer quando adquirimos, mas podemos imaginar tal origem olhando da janela de casa: cada dia é mais difícil avistar montes onde barracos não estejam erguidos. Favelas do erro público, da má administração do tesouro urbano, das vidas que compõem a sociedade. Não se trata apenas de má distribuição de renda, mas também de muita falta de vontade dos governantes em corrigir esta desigualdade.
Já não sei se é tão bonito pensar em um futuro onde casais planejam ter filhos. Serão, na verdade, a safra de Joões do futuro, a moeda que pagaremos ainda por muito tempo pelos defeitos que a sociedade e seu governo não conseguem consertar. Todo João deveria mesmo subir no pé de feijão... Ficar lá no alto, pois com toda a certeza, perto dos problemas aqui de baixo, o gigante que lá reside é quase de estimação!

Paulo Sampaio

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Tempo de Mudança

Uma palavra, três letras, e um mundo inteiro em busca: Paz. Por ela são proclamadas guerras. Guerras de paz no mundo inteiro, buscada com sangue humano... Mas afinal, como conseguir a Paz? Só a consegue quem já se foi? Só existe no descanso eterno pregado pelos católicos?
No Oriente Médio Saddam Hussein incitou seu povo à Jihad em nome de Maomé. Quem pode com os homens-bomba? No coração carregam um só sentimento: também a Paz, na terra sagrada de Jerusalém. A recompensa? Uma vida de Paz após a morte, garantida pelo profeta.
Pela Paz lutamos de várias maneiras em todo o planeta. Conflitos na França pelos direitos dos cidadãos; Os latino-americanos se confrontaram pelo poder... A Paz viria pela mão das mulheres? Uma figura cada vez mais presente no comando das nações, elas também brandiam a bandeira branca.
A mesma bandeira impera no topo das ruínas, envolta na fumaça dos destroços, ao som agonizante dos que sofrem com o combate. Gente de bem, olhar triste de batalhadores... Homens e mulheres que rezam pela Paz seguindo o Alcorão, a Bíblia, ou outra tábua de ditames que os mostre o caminho.
Homem frio fora Saddam, milhares de covas abertas para os corpos que mandou executar. Nação sem coração é a americana, executando na forca o monstro Hussein. Uma criação que fugiu do controle, e, para a execução da pena, em nome da Paz, nada melhor que a corte Iraquiana, a qual esfregando-se a bandeira vê-se a tinta Azul e Vermelha do pavilhão norte Ocidental.
Em busca de Paz tingimos de outras cores fortes o planeta azul. Azul até quando? Lançamos no ar o cinza da destruição: Poluição. O Verde e o azul que pincelam o espelho d’água dos oceanos e mares já não é assim. Tem agora alto-relevo, criado pela vida destruída dos peixes e detritos.
Infeliz aquarela, cada vez menos da cor da Paz. Em pouco tempo poderemos ver a Terra vermelha? Não... Neste momento, não existirá mais vida capaz de documentar tal mudança. Solução? Sim... Os escritos futuros ainda podem dar conta de uma catástrofe revertida. Dirão: Enfim no mundo houve Paz!
Neste quadro de Picasso ainda inacabado, cores ainda podem ser acrescentadas... O verde das matas e o azul dos oceanos ainda pode ser mais intenso. O vermelho tem lugar nesta obra-prima: o coração das pessoas. Todas as cores sobre a bela tela branca, o branco eterno da Paz.

Paulo Sampaio

sábado, 4 de novembro de 2006

Doença de mundo moderno

Caminhando pelo Jardim Botânico pensei algumas coisas sobre tantas outras coisas e me dei conta de que não sei mais pensar uma única coisa. Parece louco, mas é assim mesmo que sinto, como se tudo no mundo tivesse início, mas não tivesse fim. Começamos pensamentos e não concluímos, iniciamos projetos e não terminamos... A mente segue um caminho que há muito já não é uma reta, nem curva, nem ladeira, mas é um labirinto de estradas que se cruzam, e nelas não há placas indicando a direção. Será esse o efeito do tal mundo globalizado? Pensamos tanto, sobre tudo e sobre nada, e no fim não sabemos bem o que fazer diante de tantas idéias.
“Socorro! Estou ficando louco!” Dá vontade de gritar esta frase. Entretanto, ao mesmo tempo, já tenho outras idéias: e se eu mudar de país, resolve? Quem sabe algum tempo no Tibet para organizar os pensamentos; Já sei, vou atravessar o Saara em um desses “Navios do deserto”, como chama os camelos; Melhor que isso, mais simples ainda, vou passar uma temporada no interior, na fazendo do meu avô, em Mato Grosso.
Deve ser tudo imaginação da minha mente, eu devo estar doente mesmo, vou procurar um bom médico pra curar essa doença chamada globalização. Nesta terra unida pelo globo – em que todos convivem num caldeirão mix de tudo – tenho que ser tantas coisas ao mesmo tempo, que já não posso mais focar em nada! Será que só eu percebo isso ou muita gente sofre calada com a Síndrome Global?
Muito bem, acho que talvez tenha cura para isso, começo agora a acreditar nisso, já que cheguei até aqui escrevendo este texto sem perder o fio da meada. Mas o tratamento, me parece, não é fácil e ao mesmo tempo é muito simples. Chama-se concentração. Concentrar, com disse, é simples, mas aí vem a parte difícil: Como fazê-lo com tantas exigências, tantos compromissos? O amigo Darwin já dizia em suas teorias: Só o mais forte sobrevive! Estamos passando agora por uma seleção natural das espécies, e só o homem globalizado vai sobreviver. É melhor mesmo eu me atualizar com o novo modo de se viver, pois ainda quero ver todas as maravilhas que este mundo vai oferecer!

Paulo Sampaio